A prevenção, o tratamento da cárie e o controlo periodontal ajudam a preservar dentes naturais, conforto e função.
Cuidar da saúde oral é continuar a cuidar da autonomia.
A Odontogeriatria adapta a prevenção e o tratamento às necessidades da pessoa mais velha, considerando a saúde geral, a medicação, a mobilidade, os dentes naturais, as próteses e o conforto ao mastigar.
Avaliar, adaptar e acompanhar.
Avaliação integrada
Consideramos história clínica, medicação, capacidade funcional e prioridades pessoais.
Conforto e acessibilidade
A consulta é organizada segundo a mobilidade, a tolerância e o tempo necessário.
Manutenção individualizada
Definimos controlos ajustados ao risco, à higiene e ao tipo de reabilitação.
Cuidados dentários adaptados à pessoa, não apenas à idade.
Com o passar dos anos, podem mudar a destreza manual, a quantidade de saliva, a alimentação, a medicação e a capacidade de manter determinadas rotinas. Estas alterações influenciam o risco de cárie, doença periodontal, desconforto e problemas com próteses.
A consulta procura preservar a saúde e a função, controlar a doença existente e encontrar soluções realistas para a rotina, a autonomia e os objetivos de cada pessoa.
O que mudou na boca ou na mastigação?
Selecione a situação mais próxima. Uma alteração pode ter várias causas e deve ser enquadrada com a saúde geral, a medicação e a observação clínica.
Sente a boca pegajosa, dificuldade em falar ou necessidade constante de beber?
A boca seca pode estar associada a medicação, doenças ou tratamentos. A redução de saliva favorece desconforto, dificuldade em mastigar e maior risco de cárie e infeções.
Avaliar a secura oralExiste dor ao mastigar, sensibilidade ou um dente que começou a partir?
Cáries junto à gengiva ou na raiz, restaurações antigas, fraturas e inflamações podem provocar sintomas ou evoluir de forma discreta. A avaliação ajuda a identificar a causa e a possibilidade de preservar o dente.
Avaliar os dentesA gengiva sangra, recuou ou algum dente parece mais móvel?
O sangramento, a retração gengival, a acumulação de tártaro e a mobilidade podem estar associados a doença periodontal. O controlo ajuda a reduzir inflamação e a proteger os tecidos de suporte.
Avaliar a saúde periodontalA prótese magoa, movimenta-se ou já não permite mastigar com segurança?
Alterações dos tecidos, desgaste e mudanças na boca podem comprometer o ajuste. Feridas recorrentes, instabilidade ou dificuldade de higiene justificam revisão, adaptação ou substituição.
Rever a próteseExiste dificuldade em mastigar, engolir, falar ou uma ferida que não melhora?
Estas alterações podem ter origem dentária, protética, muscular, salivar ou nas mucosas. Uma avaliação clínica permite observar a boca e decidir se é necessário tratamento ou referenciação.
Pedir uma avaliaçãoAtenção: inchaço rápido, febre, hemorragia persistente, dificuldade em engolir ou respirar e lesões que não melhoram justificam contacto clínico com brevidade.
Prevenção e tratamento ajustados à saúde, função e autonomia.
O plano considera as condições clínicas, a medicação, a capacidade de higiene, a alimentação, a mobilidade, os apoios disponíveis e as prioridades de cada pessoa.
Avaliação e prevenção
Observação dos dentes, gengiva, mucosas, saliva, higiene e função, com orientações ajustadas à rotina e ao risco.
Controlo de cárie e restauração
Prevenção e tratamento de lesões coronárias ou radiculares, procurando conservar estrutura e facilitar a manutenção.
Tratamento periodontal
Controlo da inflamação gengival e periodontal, remoção de depósitos e definição de manutenção individualizada.
Acompanhamento da boca seca
Identificação de fatores associados, medidas de alívio e estratégias preventivas para proteger dentes e mucosas.
Reabilitação oral e próteses
Planeamento, adaptação e manutenção de soluções removíveis, fixas ou implantossuportadas quando clinicamente adequadas.
Manutenção e apoio ao cuidador
Planos de higiene, controlos e adaptações práticas para a pessoa ou para quem participa nos cuidados diários.
Envelhecer não significa perder os dentes.
A idade, por si só, não determina a perda dentária. Cárie, doença periodontal, fraturas e dificuldade de manutenção podem comprometer os dentes, mas muitas situações podem ser prevenidas, tratadas ou controladas.
Quando a preservação não é viável, a reabilitação é planeada segundo a saúde, a função, a capacidade de higiene e as expectativas da pessoa.
Avaliar as opções disponíveisA saúde oral não está separada da saúde geral.
Doenças crónicas, medicação, alterações cognitivas, mobilidade e capacidade de autocuidado podem influenciar o diagnóstico, a segurança e a escolha do tratamento.
Trazer informação atualizada ajuda a equipa a adaptar a consulta e a construir um plano mais realista.
Três informações importantes para a consulta:
As condições de saúde podem alterar prioridades e cuidados.
Diabetes, doenças cardiovasculares, alterações neurológicas, fragilidade ou tratamentos médicos devem ser comunicados para orientar a avaliação e a segurança clínica.
Uma lista atualizada de medicamentos é essencial.
Alguns medicamentos podem favorecer boca seca ou exigir precauções. A equipa deve conhecer os produtos prescritos, de venda livre e suplementos utilizados.
A autonomia e o apoio disponível orientam a manutenção.
Dificuldades de escovagem, transporte, memória ou alimentação devem ser consideradas. Quando adequado, o cuidador pode participar nas orientações.
Como decorre uma consulta de Odontogeriatria?
Começamos pela saúde geral, pela rotina e pelo que é mais importante para a pessoa.
Recolhemos informação sobre condições médicas, medicação, experiências anteriores, alimentação, autonomia e dificuldades sentidas no dia a dia.
Observamos a boca e avaliamos conforto, higiene e função.
A consulta pode incluir dentes, gengiva, mucosas, saliva, próteses, mordida e capacidade de mastigação, com exames complementares quando existe indicação.
Organizamos o tratamento por prioridade clínica e benefício esperado.
As opções são explicadas considerando segurança, complexidade, manutenção, deslocações e capacidade de adaptação, evitando planos difíceis de sustentar.
A manutenção é ajustada à evolução da saúde e da autonomia.
Os controlos permitem rever a higiene, as próteses, a boca seca, a saúde periodontal e qualquer mudança na medicação ou na capacidade de autocuidado.
Dúvidas comuns sobre saúde oral na idade sénior.
A resposta exata depende da saúde geral, da medicação, da autonomia, dos dentes presentes e da avaliação realizada em consulta.
O que é a Odontogeriatria?
É a área da Medicina Dentária dedicada às necessidades da pessoa mais velha. Integra saúde oral, condições médicas, medicação, função, autonomia, próteses e capacidade de manter os cuidados ao longo do tempo.
A boca seca é uma consequência normal da idade?
Não deve ser considerada inevitável. Pode estar relacionada com medicamentos, doenças ou tratamentos. Quando é persistente, merece avaliação porque pode aumentar o desconforto e o risco de cárie e infeções.
Uma prótese removível deve ser usada durante a noite?
Em muitos casos recomenda-se removê-la durante o sono para permitir descanso dos tecidos e realizar a higiene adequada, mas a orientação deve ser individualizada pelo médico dentista.
É possível colocar implantes numa pessoa mais velha?
A idade isolada não decide a indicação. A saúde geral, a medicação, o osso disponível, a higiene, os riscos cirúrgicos e a capacidade de manutenção são avaliados antes de considerar implantes.
O cuidador pode participar na consulta?
Sim, quando a pessoa o autoriza ou quando existe representação adequada. O cuidador pode ajudar a explicar rotinas, medicação e dificuldades e receber orientações para os cuidados diários.
Com que frequência devem ser feitas consultas de controlo?
O intervalo é individualizado. Boca seca, doença periodontal, cárie ativa, próteses, implantes, dificuldades de higiene ou alterações de saúde podem justificar controlos mais próximos.
Notou mudanças na mastigação, na prótese ou no conforto da boca?
Marque uma consulta de Odontogeriatria para avaliarmos a saúde oral, a medicação e as necessidades de manutenção ou tratamento.